Chacina de Pioz: paraibano acusado de ajudar em morte de família na Espanha ainda aguarda julgamento 10 anos após o crime

  • 21/08/2026
(Foto: Reprodução)
Chacina de Pioz completa 10 anos com condenado a perpétua e processo em aberto na PB Dez anos depois da chacina de uma família da Paraíba em Pioz, na Espanha, Marvin Henriques Correia, acusado de ter ajudado e incentivado Patrick Nogueira Gouveia, responsável pelo assassinato dos tios e dos dois primos, em agosto de 2016, ainda aguarda julgamento. Ele chegou a ser absolvido, mas o processo foi reaberto. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp LEIA TAMBÉM: Chacina de Pioz: assassinato de família da Paraíba na Espanha completa 10 anos Aos 18 anos, Marvin Henriques foi preso em João Pessoa apontado pela Polícia Civil como particípe do crime. Segundo a investigação, ele manteve conversas com Patrick durante a execução da chacina e deu orientações relacionadas aos assassinatos e à ocultação dos corpos. Marvin Henriques Correia falou publicamente sobre a Chacina de Pioz após sete anos do crime, em série espanhola Reprodução/Atresplayer Nesta reportagem, o g1 explica em que situação está o processo contra Marvin e reúne as versões da defesa, do delegado que participou da investigação e de parentes das vítimas. As mensagens que colocaram Marvin no centro da investigação Patrick detalha o crime para o amigo Marvin na conversa, enquanto esperava o tio chegar na casa Reprodução/Polícia Civil da Paraíba A investigação sobre a participação de Marvin Henriques Correia na chacina de Pioz começou a partir das conversas que ele manteve com Patrick Nogueira Gouveia durante o crime. Em 17 de agosto de 2016, Patrick matou os tios, Marcos Campos Nogueira e Janaína Américo, e os dois filhos do casal, uma menina de 3 anos e um menino de 1 ano. Patrick confessou os assassinatos à polícia espanhola. Segundo a Polícia Civil da Paraíba, depois de matar Janaína e as duas crianças, ele fez fotos dos corpos e enviou as imagens para o amigo Marvin. Os registros das conversas mostram que Marvin acompanhou pelo WhatsApp parte do que estava acontecendo. A troca de mensagens entre os dois ocorreu das 15h55 de 17 de agosto até as 6h57 de 18 de agosto, no horário da Espanha. O conteúdo foi incluído tanto no processo contra Patrick na Espanha quanto no processo que tramita na Justiça da Paraíba contra Marvin. Patrick também relatou ao amigo detalhes sobre o esquartejamento dos corpos. Em determinado momento, depois de dizer que havia cortado os corpos e colocado as partes em sacos, afirmou: “A mulher e as duas crianças foram para o saco. Estão guardados e a casa está limpa, me limpei. Estou só esperando o quarto integrante”. Segundo a Polícia Civil, Marvin não apenas acompanhou os relatos, mas também teria dado orientações a Patrick sobre como evitar vestígios e deixar o local do crime. Em uma das mensagens, ele perguntou se havia algo na casa que pudesse ligar o amigo aos assassinatos e orientou sobre a saída do imóvel. Marvin alerta Patrick sobre a saída dele do local do crime durante a conversa Reprodução/Polícia Civil da Paraíba A investigação também registrou que Patrick enviou fotos dos corpos para Marvin depois dos assassinatos. Para a Polícia Civil, o conteúdo das mensagens e a forma como Marvin acompanhou os acontecimentos indicavam que ele tinha conhecimento do que estava ocorrendo e teria auxiliado Patrick. O assassino confesso brinca com o amigo sobre a morte do tio, Marcos Campos Nogueira Reprodução/Polícia Civil da Paraíba Além das conversas, a Polícia Civil apontou uma publicação feita por Marvin no Twitter no dia em que os assassinatos aconteceram. “Hoje aconteceu uma doideira que nunca poderei contar a ninguém”, escreveu ele. Postagem no Twitter foi publicada no dia 17 de agosto, mesmo dia em que teria acontecido o crime Reprodução/Twitter/ Completando 10 anos do crime, procurado pelo g1, o advogado de defesa Sheyner Asfóra, disse que contesta essa interpretação. “Repito e sustento hoje, a simples troca de mensagens não caracteriza o crime de forma alguma”, afirmou a defesa. Marvin é preso e passa a responder pelo caso Marvin foi preso em João Pessoa em 28 de outubro de 2016, durante a primeira fase das investigações. Ele foi levado para a Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes, o PB1. Na época, por questão de segurança, Marvin ficou em uma cela separada dos demais presos. A medida tinha como objetivo preservar a integridade física dele diante da repercussão do caso. Marvin Henriques Correia chega ao presídio PB1, em João Pessoa Reprodução/TV Cabo Branco Em 30 de novembro daquele ano, ele deixou a prisão e passou a responder ao processo em liberdade provisória, sob medidas cautelares e com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Em 27 de junho de 2019, Marvin foi preso novamente após a Justiça da Paraíba determinar a prisão preventiva. A decisão apontou que ele teria tentado romper a tornozeleira eletrônica que usava desde 2016. A defesa negou a acusação e disse que o equipamento apresentava desgaste provocado pelo uso. Processo é reaberto após absolvição A situação de Marvin mudou novamente em 2021, quando a Justiça da Paraíba decidiu pela absolvição sumária no processo de homicídio. Na decisão, foi entendido que ele não havia participado dos assassinatos nem cometido crime previsto no Código Penal. O Ministério Público da Paraíba recorreu. Em fevereiro de 2023, o Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu reabrir o processo. O relator, desembargador João Benedito da Silva, apontou a existência de indícios de que Marvin teria incentivado Patrick. Com isso, a absolvição foi revogada e o processo voltou a tramitar. Em 3 de março de 2026, o Superior Tribunal de Justiça negou um recurso da defesa que tentava levar a discussão ao Supremo Tribunal Federal. O STJ entendeu que o pedido exigiria uma nova análise de fatos e provas, o que não é permitido nesse tipo de recurso. Com a decisão, o processo continua na Justiça da Paraíba. Em nota, a defesa afirmou que aguarda o retorno do processo à primeira instância para apresentar os argumentos e disse ter “confiança de que a Justiça brasileira irá reconhecer a plena ausência de responsabilidade jurídico-criminal” de Marvin. Na época do crime, o pai de Marvin também falou sobre a conduta do filho. Para ele, o maior erro do jovem foi ter uma “curiosidade mórbida” e não ter denunciado o que sabia à polícia. Marvin Correia (esquerda) se tornou réu após ter ajudado o amigo Patrick Nogueira (direita) a matar o tio Marcos Campos Reprodução/Twitter Atualmente, Marvin responde ao processo em liberdade. A acusação de participação na chacina ainda é analisada pela Justiça da Paraíba. Como está Marvin dez anos depois do crime Dez anos após a chacina de Pioz, Marvin Henriques Correia leva uma vida discreta, segundo o advogado de defesa. Nas redes sociais, Marvin mostra viagens por países da Europa, em pontos turísticos e diante de paisagens de diferentes lugares. Publicações recentes de Marvin Henriques Correia nas redes sociais Reprodução / Instagram Além disso, conforme dados da Receita Federal, Marvin possui uma microempresa com CNPJ ativo desde maio de 2023, registrada no ramo de edição de livros. Segundo a defesa, ele também trabalha com o pai. “Foi um trauma muito grande para ele naquela oportunidade. Ele ficou recluso. Ele segue a vida de maneira discreta, acompanhando o pai em trabalho e também se dedicando aos estudos”, disse o advogado de defesa ao g1. Em 2023, sete anos após a chacina, Marvin falou publicamente , pela primeira vez, sobre a repercussão do caso. Ele apareceu em uma série documental espanhola e afirmou que queria ser conhecido por outros aspectos da vida. “Fiz um canal no YouTube. Eu quero realmente que as pessoas pesquisem meu nome e descubram que eu tenho muito mais coisa a oferecer do que apenas essa mancha no meu passado, que mostra uma imagem de alguém que eu não sou”, disse ao documentário. Defesa diz que Marvin não tinha obrigação legal de denunciar o crime Uma década apóa a chacina, a defesa de Marvin sustenta que ele não tinha obrigação legal de denunciar o que Patrick estava fazendo. Segundo o advogado Sheyner Asfora, Marvin ficou com medo e não tinha maturidade para compreender como deveria agir diante da situação. “Ele não tinha obrigação legal de denunciar. Ele ficou com muito medo, essa é a grande verdade, a imaturidade dele. ele não sabia o que fazer e assim nada fez, não comunicou nem o próprio pai, não comunicou a autoridade policial, nem amigos, Não comunicou a ninguém. A gente coloca sendo reprovável a conduta dele do ponto de vista moral, ético, cristão, mas jamais reprovável do ponto de vista jurídico criminal”, disse Sheyner. Segundo o advogado, Marvin e Patrick eram amigos de colégio, mas Marvin não conhecia o comportamento que Patrick apresentaria durante os assassinatos. “O tinha como amigo, mas ele jamais conhecia esse lado, esse lado sombrio do Patrick. Então, ele se mostrou surpreso diante de tudo isso. Era uma amizade de colégio. Ele ficou sem entender porque estava naquela situação”, afirmou. A defesa também nega que Marvin tenha incentivado ou ajudado Patrick nos assassinatos e afirma que a responsabilização criminal deve atingir quem efetivamente praticou os homicídios. “Ele nem instigou, nem induziu, nem auxiliou o verdadeiro autor dos crimes praticados no Pioz. Não há impunidade. Se fez justiça responsabilizando quem tinha que ser responsabilizado, que foi o Patrick. Ele confessou e ele confessa também que agiu de maneira isolada, agiu sozinho”, disse. Sobre o andamento do processo de homicídio, o advogado afirmou que espera que, após a análise dos recursos ainda pendentes, o caso volte para a primeira instância. Sanidade mental Durante o processo de homicídio relacionado à chacina, Marvin Henriques Correia foi submetido a um exame psiquiátrico, após pedido do Ministério Público da Paraíba, para avaliar sua sanidade mental e verificar se ele tinha condições de responder criminalmente. O laudo, realizado em 2018, concluiu que ele não tinha doença mental. Segundo o documento, Marvin se apresentou lúcido e orientado, com memória preservada, pensamento considerado coerente, lógico e racional e capacidade crítica preservada. O laudo também apontou que não foram identificadas outras alterações psicopatológicas durante a avaliação. Laudo produzido no Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira confirmou que Marvin Correia não tem patologia mental Reprodução A defesa, porém, contestou a forma como o exame foi realizado e apresentou recurso. Segundo o advogado, a apelação ainda não foi analisada pelo Poder Judiciário e o caso segue pendente. “A defesa entendeu que o procedimento não foi correto, e se fez um recurso próprio, o recurso de apelação, e essa apelação ainda não foi apreciada por parte do Poder Judiciário”, disse o advogado ao g1. Delegado relembra investigação e diz que Marvin instigou crimes Dez anos depois da chacina, o delegado Marcos Paulo, que participou das investigações da Polícia Civil da Paraíba na época, mantém o entendimento de que Marvin teve participação no crime. Em entrevista ao g1, ele afirmou que, mesmo estando na Paraíba, Marvin acompanhou a execução dos assassinatos por mensagens e teria orientado Patrick sobre como agir durante e depois dos crimes. Segundo o delegado, a proximidade entre os dois permitia que Marvin tentasse impedir Patrick de continuar com os assassinatos. Para Marcos Paulo, porém, as conversas registradas pela investigação mostram que ele fez o contrário: teria incentivado o amigo, pesquisado formas de ocultar os corpos e dado orientações para evitar que Patrick deixasse rastros. “Talvez, pela proximidade que os dois tinham, o Marvin poderia ter dissuadido o amigo de cometer o quarto crime. Mas, pelo contrário, ele ficou instigando, pesquisando como se ocultar um cadáver, mantendo, inclusive, um aspecto emocional, de que o próprio Patrick perseverasse, que ele aguentasse firme para que ele terminasse todo o serviço. Então, nisso, a gente não tem a menor dúvida que ele foi, sim, determinante para o cometimento do quarto homicídio e para a ocultação dos quatro cadáveres”, afirmou. Marcos Paulo também relembrou o interrogatório de Marvin após a prisão. O delegado afirmou que esperava que Marvin permanecesse em silêncio, mas ele decidiu falar e disse que não tinha intenção de que os assassinatos acontecessem. Para Marcos Paulo, porém, algumas respostas dadas durante o depoimento não eram compatíveis com as informações que a polícia já havia reunido. “O que me marcou foi a frieza dele. Nós até pensávamos que ele, por orientação da defesa, ficaria em silêncio, mas ele fez questão de falar e, de maneira muito fria, disse que em nenhum momento tinha a intenção de realmente que aquilo tudo acontecesse. Mas a gente já estava de posse de toda a conversa que foi trocada entre os dois", disse o delegado. O delegado ainda disse que, em alguns momentos, Marvin não conseguiu responder às perguntas dos investigadores e apresentou contradições. Segundo o delegado, o depoimento ajudou a polícia a manter o indiciamento e encaminhar o caso à Justiça. “Em algumas perguntas que a gente fez, ele não soube responder, foi até contraditório. Portanto, eu acho que o interrogatório dele foi bastante esclarecedor para o entendimento final da Polícia Civil, mantendo o indiciamento e mandando para a Justiça”, concluiu. Polícia Federal não viu crime na conduta de Marvin O entendimento da Polícia Federal sobre a participação de Marvin Henriques no caso foi diferente do apresentado posteriormente pela Polícia Civil da Paraíba. Em 2016, o delegado Gustavo Barros, responsável pelo inquérito federal que investigou Patrick Nogueira, afirmou que não havia elementos suficientes para apontar crime na conduta de Marvin. Uma semana depois da prisão de Marvin, em novembro de 2016, o g1 teve acesso a trechos do inquérito da Polícia Federal, concluído em 24 de outubro daquele ano. No documento, Gustavo Barros afirmou que não era possível determinar se Marvin sabia antecipadamente dos planos de Patrick ou se tinha interesse ou participação nos assassinatos. Trecho do inquérito da Polícia Federal que investigou Patrick Gouveia, suspeito de matar o tio, a esposa do tio e os dois primos na Espanha Reprodução Na avaliação da PF, quando Marvin começou a trocar mensagens com Patrick, três dos quatro homicídios já tinham acontecido. Em entrevista ao g1, Gustavo Barros relembrou a investigação e afirmou que a Polícia Federal não encontrou elementos para considerar a atuação de Marvin. “A gente foi atrás do Marvin, e ele também já foi ouvido na Polícia, prestou o depoimento, contou a história toda. Só que, no nosso entendimento, da Polícia Federal, a conduta do Marvin não consistia crime, porque ele, quando foi contatado, três dos quatro homicídios já tinham ocorrido. Fato é que, pelas informações que a gente colheu no inquérito, inclusive nas próprias mensagens, é muito claro que os homicídios iriam ocorrer com ou sem Marvin. Ou seja, a participação dele é insignificante, no sentido de que não iria aumentar, nem diminuir a possibilidade, nem a ocorrência do crime”, explicou. O delegado afirmou ainda que a Polícia Federal considerou a conduta de Marvin reprovável do ponto de vista ético, mas não encontrou elementos para caracterizá-la como participação em homicídio. Por isso, o inquérito federal foi encerrado sem novas medidas contra ele. “A conduta do Marvin, apesar de reprovável, do ponto de vista ético, no nosso entender, aquilo ali tá longe de ser um homicídio, de ser uma participação de um homicídio, e por essa razão, nenhuma outra providência foi tomada no inquérito, o inquérito foi encerrado”, finalizou. Irmão de vítima diz que caso de Marvin é "exemplo de impunidade" Walfran Campos é tio de Patrick Nogueira e irmão de Marcos Campos Nogueira, uma das vítimas da chacina de Pioz. Ele acompanhou o processo judicial na Espanha e, durante o julgamento de Patrick, em 2018, defendeu a condenação do sobrinho à prisão perpétua. Dez anos depois do crime, Walfran disse ao g1 que mantém questionamentos sobre a conduta de Marvin Henriques Correia.. Ele contou que conheceu o jovem no dia em que Patrick viajou para a Europa, antes dos crimes. “ Acho um absurdo o que está acontecendo na Justiça da Paraíba. Ele soube quatro horas antes que Patrick iria matar, ele não impediu, ele não aconselhou o amigo a não fazer, ele não avisou os pais, ele não buscou nenhuma autoridade policial, ele não fez nada”, disse Walfran também afirmou que as conversas entre Marvin e Patrick mostram, na avaliação dele, que o paraibano deu orientações relacionadas aos assassinatos e à ocultação dos corpos. Para o familiar, o fato de Marvin continuar respondendo ao processo anos depois do crime, sem uma condenação, representa uma situação de impunidade. “É vergonhoso a Justiça paraibana não tomar uma atitude. Marvin é a cara da impunidade no Brasil. Marvin deu dicas de como esquartejar o corpo, de como matar meu irmão, de como fugir pela manhã, para se alimentar. Deu dica de tudo, está escrito no WhatsApp toda a conversa”, completou. Apesar das críticas à tramitação do processo, Walfran afirmou que não guarda ódio de Patrick ou Marvin e disse que espera uma decisão da Justiça. “Eu não guardo ódio nem de Patrick nem de Marvin. Eu só quero justiça. Não quero o mal pra Marvin. Sou a favor de pagar a justiça com justiça. Então, eu vejo isso como perdão. Se isso é perdoar, eu já perdoei”. Relembre o caso A chacina de Pioz aconteceu em agosto de 2016, mas os corpos das vítimas só foram encontrados cerca de um mês depois, em 18 de setembro, na casa onde a família morava, na cidade de Pioz, na Espanha. Marcos Nogueira, Janaína Américo e os dois filhos do casal foram encontrados mortos na Espanha Reprodução/Facebook/Janaina Diniz Diniz Janaína Américo, Marcos Campos Nogueira e os dois filhos do casal, de 1 e 4 anos, foram encontrados mortos e esquartejados dentro da residência. O imóvel ficava a cerca de 60 quilômetros de Madri, em um povoado próximo a Guadalajara. Segundo as autoridades espanholas, os corpos estavam dentro de bolsas plásticas fechadas com fita adesiva. A polícia chegou ao local depois que um vizinho percebeu um odor vindo da casa. Julgamento de Patrick Nogueira começou nesta quarta-feira, na Espanha; ele é réu confesso do caso da Chacina de Pioz TV Cabo Branco/Reprodução Patrick Nogueira Gouveia, sobrinho de Marcos, se entregou à polícia espanhola em 19 de outubro de 2016 e confessou os assassinatos. Em 2018, ele foi condenado pela Justiça da Espanha à prisão permanente revisável pela morte dos quatro familiares. As cinzas de Janaína, Marcos e dos dois filhos chegaram a João Pessoa em 10 de janeiro de 2017, quatro meses após os corpos terem sido encontrados. As vítimas foram enterradas na Paraíba. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

FONTE: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/08/21/chacina-pioz-10-anos-paraibano-acusado-ajudar-crime-aguarda-julgamento.ghtml


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